Exposição QUANTO À TERRA - Eriel Araújo.

Galeria Cañizares apresenta “Quanto à Terra”, exposição que revisita duas décadas
da produção artística de Eriel Araújo.
 
A Galeria Cañizares inaugura, pelo Edital de
Pauta 2025, a exposição “Quanto à Terra”,
uma mostra que reúne dez obras
representativas dos 23 anos de carreira do
artista e professor Eriel Araújo. Com
curadoria de Alejandra Muñoz, a exposição
apresenta trabalhos exibidos previamente
em diversos eventos nacionais e
internacionais e propõe uma imersão
poética nas múltiplas temporalidades que
atravessam a trajetória do artista.
Em um momento especial, quando a Escola de Belas Artes celebra 148 anos, a Galeria
Cañizares completa 45 anos e o calendário marca o encerramento de um intenso 2025,
“Quanto à Terra” torna-se um kairós, um instante oportuno que revela a maturidade
estética e conceitual de uma das vozes mais inquietas da arte contemporânea baiana.
 
Sobre a exposição
A mostra apresenta uma seleção de obras que lançam luz sobre o amplo campo
investigativo de Eriel Araújo, cuja pesquisa transita entre cerâmica, fotografia, desenho,
gravura, instalações e experimentações híbridas. Sua prática se articula com o conceito
de geopoética, conectando o fazer artesanal, fundamentos eruditos e procedimentos
contemporâneos.
A curadoria destaca que Araújo elabora “uma alquimia visual que conjuga referências
populares e eruditas com novas tecnologias e experimentos artesanais”, produzindo
objetos que desestabilizam fronteiras simbólicas e revisitam camadas do tempo.
 
Uma trajetória marcada pela experimentação
Eriel Araújo constrói sua poética a partir de uma investigação contínua da materialidade e
do tempo, criando objetos que transitam entre a solidez da cerâmica, a maleabilidade da
imagem e a instabilidade da memória.
O artista define sua busca afirmando:
 
“A matéria não é só matéria, é também outra coisa, algo que escapa à codificação
semântica... Hoje, investigo o tempo na matéria numa possibilidade de construção
plástica sígnica, capaz de construir um caminho em direção ao infinito, donde tudo
espero.”
 
Sobre o artista
Eriel Araújo (Salvador, Bahia,1968) é artista visual, professor e pesquisador, com mais de
duas décadas de atuação no cenário artístico brasileiro e internacional. Sua produção
artística investiga procedimentos entre cerâmica, fotografia, processos gráficos e
tecnologias híbridas, articulando reflexões sobre história, memória e materialidades.
Participou de exposições no Brasil e no exterior e mantém pesquisa contínua em arte
contemporânea e experimentações visuais. Em seus trabalhos Eriel estabelece relações
conceituais, alquímicas e visuais sobre ações antrópicas, temporalidades e
transformações sociais. Tem publicações nacionais e internacionais sobre os processos
artísticos e a arte contemporânea a partir de seus trabalhos. Sua obra é reconhecida em
países como Brasil, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Espanha, Turquia e Coreia do Sul. Em
2019, ele ganhou o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger. Recebeu Prêmio no X
Salão de Arte da Bahia, MAM-Ba, 2003; Prêmio Estiuart intervenciones, Gata de Gorgos –
Espanha; Prêmio COPENE de cultura e Arte, MAM-BA, 2001; Prêmio Salões Regionais da
Bahia, Vitoria da Conquista, 1999. Destaque para as exposições: 2023 – Acervo inaugural
do Museu de Arte Contemporânea da Bahia. Curadoria Daniel Rangel. Salvador. Bahia.
Brasil. 2023 – AR FOUND + Ar: Acervo Rotativo. Curadoria Laerte Ramos. Museu de Arte
Contemporânea de Sorocaba. São Paulo. Brasil. 2022 – Ações, gestos, vestígios. Curadoria
Tiago Sant’Ana. Galeria Alban. Salvador. Bahia. Brasil. 2022 – Festival de Fotografia em
Tempo e Afeto. Curadoria Marcela Bonfim. Rondônia. Brasil. 2022 – Temporada de
Exposições do MAPA. Curadoria Paulo Henrique Silva. Museu de Artes Plásticas de
Anápolis. Goiás. Brasil. 2021 – atuou como curador no 8o Prêmio Nacional de Fotografia
Pierre Verger, Palacete das Artes. Salvador. Bahia. Brasil. 24o Salão Anapolino de Arte.
Centro Cultural UFG Galeria Antônio Sibasolly. Anápolis. Goiás. Brasil. 2019 – Festival
Internacional de Arte SP-Arte. Pavilhão da Bienal. São Paulo. Brasil. 2019 – Diáfanas
Presenças. Museu de Arte da Bahia. Salvador. Bahia.; 2008 - World Biennale, Icheon,
Coreia do sul; 2007 - Inercia, Galeria MrPink, Espanha; 2002/2003 - Schwarze Götter Weike
Hellige, IFA Gallery, Stuttgart, Bonn e Berlin – Alemanha.
 
Sobre a curadora
Alejandra Hernández Muñoz (Montevideu, Uruguai, 1966), residente em Salvador desde
1992, é Arquiteta, Mestre em Desenho Urbano, Doutora em Urbanismo pela UFBA, com
Pós-Doutorado em Artes pela UnB. Foi professora temporária de História da Arquitetura na
FAUFBA (1998/2001); desde 2002 é professora permanente de História da Arte da Escola
 
de Belas Artes (EBA/UFBA) e, desde 2023, é professora colaboradora do Programa de Pós-
Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU/UFBA). Desenvolve trabalhos de crítica
 
das Artes e Arquitetura e participa de júris e comitês de seleção artística. Integrou as
equipes curatoriais do Programa Rumos Artes Visuais 2011-2013 e 2017-2018 do Instituto
Itaú Cultural (São Paulo), da 3a Bienal da Bahia 2014 (Salvador), Lianzhou Photo 2018
(Lianzhou-China), 21a Bienal SESC-Videobrasil 2019 (São Paulo) e 4° Festival PhotoLux
2019 (Lucca-Itália). Realizou residência artística no Instituto Sacatar em abr./mai.2021
(Itaparica). Coordenou o Colóquio de Fotografia da Bahia 2017, 2018 e 2019 (Salvador) e o
Seminário Protagonismos Femininos na Arte, Arquitetura e Design 2024 (Salvador).
SERVIÇO
Exposição: Quanto à Terra
Artista: Eriel Araújo
Curadoria: Alejandra Muñoz
Local: Galeria Cañizares – Escola de Belas Artes/UFBA
Avenida Araújo Pinho, 212. Canela, Salvador-BA
Abertura: 09 de dezembro de 2025 às 19h.
Período de visitação: 09 a 19 de dezembro de 2025, das 09 às 17:00h.
Classificação indicativa: Livre
Entrada: Gratuita